sexta-feira, 23 de junho de 2017

Jornal Extra entrevista equipe e pacientes do GALT

Jornal Extra realiza entrevista com a equipe e pacientes do GALT






A matéria foi realizada no dia 31 do mês de julho de 2016, com o intuito de mostrar pacientes que após fazerem o uso da prótese fonatória voltam a falar com sua nova voz. 










O artigo jornalístico mostra a importância do uso da prótese na recuperação do paciente e alerta para pequenos sinais, como a rouquidão, nos quais é preciso atenção.
Para o cirurgião da equipe de cabeça e pescoço do HFB Paulo Pires de Mello, a prótese representa uma grande melhora na qualidade de vida do paciente que passa pela cirurgia de laringectomia  total:
— Esse tratamento é indicado para casos avançados de câncer de laringe, e 70% dos pacientes chegam nesse estágio da doença.
O médico explica que a prótese pode ser implantada no momento da retirada da laringe ou meses após a cirurgia. Para isso, alguns aspectos são analisados, como a estrutura do esôfago após o tratamento do câncer.
— Não serão todos os pacientes que poderão se beneficiar da prótese. Estamos em processo de avaliação para selecionar os pacientes que poderão recebê-la. Esperamos implantar mais 30 próteses até o fim do ano — diz Mello, que comemora a inauguração das novas instalações do serviço de Cabeça e Pescoço do HFB prevista para o mês que vem.”
“(...)A maioria dos pacientes com câncer de laringe fuma ou já fumou. O consumo de bebida alcoólica é outro fator de risco. Segundo estimativas do Inca, a doença deve afetar 6.300 homens e 990 mulheres, este ano, no país.
— Rouquidão por mais de duas semanas deve ser investigada, principalmente em paciente que fuma ou já fumou — alerta o fonoaudiólogo da equipe do HFB Flavio Luis Coutinho.
Para a chefe do serviço de Cabeça e Pescoço do HFB, Luzia Abrão El Hadj, a inclusão da prótese na rotina de atendimento significa reintegrar o paciente à vida social.
— Passamos a oferecer um tratamento de ponta, o mais moderno oferecido no mundo. É a melhor forma de reabilitar a voz no paciente laringectomizado total em menor espaço de tempo. Com isso, o paciente é reintegrado à vida social, melhorando a qualidade de vida dele — avalia a médica”
Na entrevista ainda houve os relatos dos pacientes Miguel Moura Backer e Renato Duarte Pinheiro que puderam ter a oportunidade de contar sobre o novo passo no tratamento e um pouco de sua trajetória.
“Sempre fui muito falante e pretendo continuar sendo. Voltar a falar é uma grande melhora de vida para mim. Vou poder conversar muito com meus netos — diz Renato”
“Eu era gerente de supermercado, e a voz era minha ferramenta de trabalho. Achei que nunca mais falaria. Até que, há um ano e quatro meses, recebi a prótese e comecei uma nova vida. Ganhei qualidade de vida. Minha autoestima hoje é outra. A primeira coisa que disse foi: ‘A benção, mãe’. Ela ficou louca! O câncer não é o fim da vida.” - conta Miguel











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