Jornal Extra realiza entrevista com a equipe e pacientes do GALT
A matéria foi realizada no dia 31 do mês de julho de 2016, com o
intuito de mostrar pacientes que após fazerem o uso da prótese fonatória voltam
a falar com sua nova voz.
O artigo jornalístico mostra a importância do uso da prótese
na recuperação do paciente e alerta para pequenos sinais, como a rouquidão, nos
quais é preciso atenção.
“Para o cirurgião da equipe de cabeça e pescoço do HFB Paulo Pires de
Mello, a prótese representa uma grande melhora na qualidade de vida do paciente
que passa pela cirurgia de laringectomia total:
— Esse tratamento é indicado para casos avançados de câncer de
laringe, e 70% dos pacientes chegam nesse estágio da doença.
O médico explica que a prótese pode ser implantada no momento da
retirada da laringe ou meses após a cirurgia. Para isso, alguns aspectos são
analisados, como a estrutura do esôfago após o tratamento do câncer.
— Não serão todos os pacientes que poderão se beneficiar da
prótese. Estamos em processo de avaliação para selecionar os pacientes que
poderão recebê-la. Esperamos implantar mais 30 próteses até o fim do ano — diz
Mello, que comemora a inauguração das novas instalações do serviço de Cabeça e
Pescoço do HFB prevista para o mês que vem.”
“(...)A
maioria dos pacientes com câncer de laringe fuma ou já fumou. O consumo de
bebida alcoólica é outro fator de risco. Segundo estimativas do Inca, a doença
deve afetar 6.300 homens e 990 mulheres, este ano, no país.
— Rouquidão por mais de duas semanas deve ser investigada,
principalmente em paciente que fuma ou já fumou — alerta o fonoaudiólogo da equipe
do HFB Flavio Luis Coutinho.
Para a chefe do serviço de Cabeça e Pescoço do HFB, Luzia Abrão
El Hadj, a inclusão da prótese na rotina de atendimento significa reintegrar o
paciente à vida social.
— Passamos a oferecer um tratamento de ponta, o mais moderno
oferecido no mundo. É a melhor forma de reabilitar a voz no paciente
laringectomizado total em menor espaço de tempo. Com isso, o paciente é
reintegrado à vida social, melhorando a qualidade de vida dele — avalia a
médica”
Na entrevista ainda houve os relatos dos pacientes Miguel Moura Backer e Renato Duarte Pinheiro
que puderam ter a oportunidade de contar sobre o novo passo no tratamento e um
pouco de sua trajetória.
“Sempre fui muito falante e pretendo continuar sendo. Voltar a falar é
uma grande melhora de vida para mim. Vou poder conversar muito com meus netos —
diz Renato”
“Eu era gerente de supermercado, e a voz era minha ferramenta de
trabalho. Achei que nunca mais falaria. Até que, há um ano e quatro meses,
recebi a prótese e comecei uma nova vida. Ganhei qualidade de vida. Minha
autoestima hoje é outra. A primeira coisa que disse foi: ‘A benção, mãe’. Ela
ficou louca! O câncer não é o fim da vida.” - conta Miguel
Mais sobre a matéria: https://extra.globo.com/noticias/rio/a-emocao-de-pacientes-que-tiveram-cancer-de-laringe-voltam-falar-apos-implante-de-protese-no-hospital-de-bonsucesso-19813715.html

