quinta-feira, 27 de março de 2014

UM BREVE DESAGRAVO

Att.: Sra. Diretora da Escola Roraima.

Cc.: Ás demais professores desde estabelecimento de ensino.

Assunto: Pedido de desculpas por ter me ausentado da reunião para qual fora convidado, no decorrer da mesma.

Efetivamente, é maravilhoso estar ou deter um bom estado de saúde corpórea; Todavia, é do conhecimento de todos que, o ser humano, salvo em honrosas exceções, nascer saudável e com o decorrer do tempo, quer em função do habito alimentar, condições de vida uso inadequado de substancias químicas não naturais, ou alterações neuropsíquicas, submetemos nosso corpo físico às diversas enfermidades;
Todavia, dentre as diversas enfermidades que assolam ao homem, podemos encontrar as espécies que não são físicas; antes, são aquelas que assolam a moral provocadora de desvio de comportamento e até mesmo o espírito do ser humano.
Dentre estas moléstias, podemos apontar o preconceito que nos conduz à discriminação; Cito a discriminação por ter sido vitimado por ela, quando do meu comparecimento à reunião de pais, alunos e professores, conquanto pai que o sou, de uma aluna da turma RM1;
Quando da última reunião que participei, percebi que, várias pessoas dentre pais e alunos, - quero crer que em razão de preconceito ou desinformação, - esquivaram-se de se acomodar perto de mim, demonstrando sentir aquelas pessoas um misto de nojo, medo ou qualquer outro sentimento mesquinho e me fez sentir mal;
E porque o fizeram? Simplesmente por observar que eu usava uma “rede” protetora sobre a minha traquéia (garganta) a proteger pequeno orifício decorrente da extração de um tumor maligno “cancerígeno” do qual fui vitimado;
Quero dizer e gostaria que tais informações fossem transmitidas aos alunos e quiça, aos seus pais e ou responsáveis que, o câncer não “pega” através de simples contato físico; Antes, pode fazer despertar o câncer que se encontra latente no nosso corpo físico, o ódio, o rancor, e desamor pelo próximo, entre inúmeros outros sentimentos que, por alguma razão, possamos vir a alimentar por outro ser humano.
E bom que se diga que, quando o individuo sendo ele portador de determinada enfermidade a aceita, consegue continuar vivendo, muitas vezes, melhor do que aquele que, por ignorância, “desconhecimento”, ao ser acometido de qualquer enfermidade mais séria, após achar-se auto-imune, reluta em aceita-la até a cair em estado depressivo e MORRE.
Aceitem, pois, meu pedido de desculpa.
Rio de Janeiro, 22 de Março de 2014.